quinta-feira, 28 de julho de 2011

Vivian Maier

A fotógrafa dos filmes não revelados

 

Quando o acervo de uma babá de Chicago que fotografava cenas de rua nos anos 50 foi encontrado por acaso num leilão e comprado por 400 dólares, ninguém poderia imaginar que a história, que parece mais um roteiro de filme de aventura, seria a revelação de uma fotógrafa que merece todo o reconhecimento depois de anos de obscuridade.

vivian maier fotografia chicago quotidiano cotidiano

Se uníssemos em uma só mulher a mágica de Mary Poppins, o olhar curioso sobre o mundo de Amélie Poulain e certa dose de excentricidade de Frida Kahlo, provavelmente o resultado seria uma mulher plural como Vivian Maier.

Vivian Maier nasceu em Nova York, em 1926. Filha de uma francesa e de um austríaco, passou alguns anos na França, retornando aos EUA definitivamente em 1951. Ela viveu em Nova York por um tempo e, após esse período, mudou-se para Chicago, onde passou o resto de sua vida trabalhando como babá.

Isso poderia ser uma história comum, como milhares que existem por aí, mas, além do talento para cuidar de crianças (segundo as famílias para quem trabalhou, ela era tão especial quanto Mary Poppins), Vivian possuía um olhar muito pessoal para a fotografia.

Durante todo o tempo em que trabalhou como babá, e quem sabe até mesmo antes disso, ela fotografou a vida nas ruas. Suas imagens mostram pessoas de todas as camadas da sociedade, de diversas faixas etárias e em várias situações. As fotografias ilustram principalmente a sociedade americana das décadas de 50 e 60. Imagens de senhoras de classe mais abastada passeando calmamente pelas ruas, mendigos dormindo nas calçadas e crianças brincando formam um retrato da vida da época.

vivian maier fotografia chicago quotidiano cotidiano

Mas não foi apenas a sociedade americana que a artista retratou: um dia Maier decidiu, segundo o relato da família para quem ela trabalhava na época, colocar uma substituta em seu lugar e passar seis meses viajando pelo mundo. O resultado disso são fotos tiradas em Los Angeles, Manila, Bangkok, Taiwan, Vietnã, Egito, Beijing, Itália, França, Argentina e Nova York.

Boa parte das fotos reveladas até agora são das décadas de 1950 ou 60, mas sabe-se que existem ainda muitas fotos a serem reveladas que foram captadas nos anos posteriores.

Contudo, apesar de todos os anos que passou tirando fotos, ninguém conhecia o seu trabalho, nem mesmo as pessoas para quem ela trabalhou. Isso porque Maier era extremamente reservada em sua vida pessoal. Nunca mostrou sequer uma fotografia para alguém e centenas de rolos de filmes continuaram sem ser revelados, ou seja, nem ela mesma viu como as imagens ficaram. Isso só mudou quando, em 2007, seus pertences foram leiloados, por não ter quitado algumas dívidas.

vivian maier fotografia chicago quotidiano cotidiano

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John Maloof, na época o co-autor de um livro sobre um bairro de Chicago, pesquisava imagens do local e foi ao leilão com a intenção de comprar algumas fotografias que pudessem ajudar no seu trabalho. Nesse evento, ele comprou uma caixa com 30,000 negativos nos quais não havia nenhum indício de quem fosse o autor. Mas logo percebeu que essas imagens não iriam ajudá-lo na pesquisa e as deixou guardadas, até que sua curiosidade o levou a deter um olhar mais atento sobre elas.

John percebeu que as fotos eram muito boas, que o autor daquelas imagens possuía um olhar diferenciado e decidiu comprar outros negativos. Em meio a esses negativos e rolos de filme ele encontrou um referência ao nome da autora, até então desconhecida. Fez algumas pesquisas e não encontrou nenhum resultado sobre ela. Mas, em 2009, uma nova busca pelo nome da babá revelou o obituário de um jornal local, relatando seu falecimento poucos dias antes da data da pesquisa.

Diante desse novo resultado, John pode pesquisar mais sobre a vida de Vivian, entrou em contato com famílias para quem ela trabalhou e criou um blog para divulgar as fotografias. Além do blog, o projeto inclui a publicação de um livro com as imagens da fotógrafa e a filmagem de um documentário sobre ela.

vivian maier fotografia chicago quotidiano cotidiano

Muitos aspectos da vida de Maier ainda continuam obscuros. Ela era uma mulher muito reservada. As famílias que a empregaram relatam que ela nunca telefonava e que eles não conheceram ninguém que tivesse algum tipo de relação com ela. Sobre a sua personalidade todos concordaram que ela era um tanto excêntrica. Era uma anti-católica, feminista, socialista e crítica de cinema. Aprendeu inglês indo a teatros, mas seu inglês tinha um forte acento francês. Vestia-se diferente das mulheres de sua época, usando jaquetas e sapatos masculinos, além de um grande chapéu. E o acessório permanente que usava era a câmara pendurada ao pescoço.

Existe um questionamento sobre o que Vivian Maier pensaria do projeto que envolve suas fotos. Muitas pessoas argumentam que ela mesma não faria isso - então, quem sabe seja uma invasão da privacidade à qual ela era tão apegada.

Isso nunca saberemos. O que nos resta é torcer para que nas centenas de fotos que ainda serão reveladas possamos continuar enxergando o mundo através da ótica peculiar dessa mulher.

 

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sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse: Morreu

Amy Winehouse: Morreu a cantora dos excessos e com voz de diva

A cadeia de televisão Sky News e a BBC estão a avançar a notícia que a cantora foi encontrada morta no apartamento onde vivia

 

Amy Winehouse: Morreu a cantora dos excessos e com voz de diva

A cantora inglesa Amy Winehouse, 27 anos, foi encontrada morta hoje em casa, no norte de Londres, noticiou o canal de televisão Sky News.

Em junho, a cantora cancelou toda a digressão europeia, que incluia uma passagem por Portugal, pelo festival Sudoeste.

Britânica, natural de Londres, a cantora Amy Winehouse, completaria 28 anos no próximo dia 14 de setembro.

Amy era famosa pela voz marcante e visual arrojado. Começou no mundo da música aos dez anos, quando fundou a sua própria banda amadora de rap Sweet'n' Sour, as Sour. Ganhou a primeira guitarra aos 13 anos e os 16 já cantava soul profissionalmente. O primeiro álbum (Frank ) foi lançado em 2003, o segundo (Back to Black) em 2006, atualmente trabalhava no terceiro disco. Amy cantava e compunha músicas de soul e Jazz famosas no mundo inteiro.

Vinda de uma família judia composta de quatro pessoas, viveu a infância e adolescência em Londres com pai Mitchel Winehouse, a mãe Janis e seu irmão mais velho Alex Winehouse.

Adepta de um estilo de vida atribulado, a sua carreira foi marcada por escândalos, exageros e problemas com drogas e álcool. Consumia drogas desde os 18 anos. Deixou a clínica de reabilitação em 2010, onde realizou um tratamento contra a dependência química.

Os fãs garantem que será recordada acima de tudo pela música, apesar dos escândalos pelos quais ficou famosa.

Vivian Maier

Vivian Maier - A fotógrafa dos filmes não revelados

 

Quando o acervo de uma babá de Chicago que fotografava cenas de rua nos anos 50 foi encontrado por acaso num leilão e comprado por 400 dólares, ninguém poderia imaginar que a história, que parece mais um roteiro de filme de aventura, seria a revelação de uma fotógrafa que merece todo o reconhecimento depois de anos de obscuridade.

vivian maier fotografia chicago quotidiano cotidiano

Se uníssemos em uma só mulher a mágica de Mary Poppins, o olhar curioso sobre o mundo de Amélie Poulain e certa dose de excentricidade de Frida Kahlo, provavelmente o resultado seria uma mulher plural como Vivian Maier.

Vivian Maier nasceu em Nova York, em 1926. Filha de uma francesa e de um austríaco, passou alguns anos na França, retornando aos EUA definitivamente em 1951. Ela viveu em Nova York por um tempo e, após esse período, mudou-se para Chicago, onde passou o resto de sua vida trabalhando como babá.

Isso poderia ser uma história comum, como milhares que existem por aí, mas, além do talento para cuidar de crianças (segundo as famílias para quem trabalhou, ela era tão especial quanto Mary Poppins), Vivian possuía um olhar muito pessoal para a fotografia.

Durante todo o tempo em que trabalhou como babá, e quem sabe até mesmo antes disso, ela fotografou a vida nas ruas. Suas imagens mostram pessoas de todas as camadas da sociedade, de diversas faixas etárias e em várias situações. As fotografias ilustram principalmente a sociedade americana das décadas de 50 e 60. Imagens de senhoras de classe mais abastada passeando calmamente pelas ruas, mendigos dormindo nas calçadas e crianças brincando formam um retrato da vida da época.

vivian maier fotografia chicago quotidiano cotidiano

Mas não foi apenas a sociedade americana que a artista retratou: um dia Maier decidiu, segundo o relato da família para quem ela trabalhava na época, colocar uma substituta em seu lugar e passar seis meses viajando pelo mundo. O resultado disso são fotos tiradas em Los Angeles, Manila, Bangkok, Taiwan, Vietnã, Egito, Beijing, Itália, França, Argentina e Nova York.

Boa parte das fotos reveladas até agora são das décadas de 1950 ou 60, mas sabe-se que existem ainda muitas fotos a serem reveladas que foram captadas nos anos posteriores.

Contudo, apesar de todos os anos que passou tirando fotos, ninguém conhecia o seu trabalho, nem mesmo as pessoas para quem ela trabalhou. Isso porque Maier era extremamente reservada em sua vida pessoal. Nunca mostrou sequer uma fotografia para alguém e centenas de rolos de filmes continuaram sem ser revelados, ou seja, nem ela mesma viu como as imagens ficaram. Isso só mudou quando, em 2007, seus pertences foram leiloados, por não ter quitado algumas dívidas.

vivian maier fotografia chicago quotidiano cotidiano

vivian maier fotografia chicago quotidiano cotidiano

John Maloof, na época o co-autor de um livro sobre um bairro de Chicago, pesquisava imagens do local e foi ao leilão com a intenção de comprar algumas fotografias que pudessem ajudar no seu trabalho. Nesse evento, ele comprou uma caixa com 30,000 negativos nos quais não havia nenhum indício de quem fosse o autor. Mas logo percebeu que essas imagens não iriam ajudá-lo na pesquisa e as deixou guardadas, até que sua curiosidade o levou a deter um olhar mais atento sobre elas.

John percebeu que as fotos eram muito boas, que o autor daquelas imagens possuía um olhar diferenciado e decidiu comprar outros negativos. Em meio a esses negativos e rolos de filme ele encontrou um referência ao nome da autora, até então desconhecida. Fez algumas pesquisas e não encontrou nenhum resultado sobre ela. Mas, em 2009, uma nova busca pelo nome da babá revelou o obituário de um jornal local, relatando seu falecimento poucos dias antes da data da pesquisa.

Diante desse novo resultado, John pode pesquisar mais sobre a vida de Vivian, entrou em contato com famílias para quem ela trabalhou e criou um blog para divulgar as fotografias. Além do blog, o projeto inclui a publicação de um livro com as imagens da fotógrafa e a filmagem de um documentário sobre ela.

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Muitos aspectos da vida de Maier ainda continuam obscuros. Ela era uma mulher muito reservada. As famílias que a empregaram relatam que ela nunca telefonava e que eles não conheceram ninguém que tivesse algum tipo de relação com ela. Sobre a sua personalidade todos concordaram que ela era um tanto excêntrica. Era uma anti-católica, feminista, socialista e crítica de cinema. Aprendeu inglês indo a teatros, mas seu inglês tinha um forte acento francês. Vestia-se diferente das mulheres de sua época, usando jaquetas e sapatos masculinos, além de um grande chapéu. E o acessório permanente que usava era a câmara pendurada ao pescoço.

Existe um questionamento sobre o que Vivian Maier pensaria do projeto que envolve suas fotos. Muitas pessoas argumentam que ela mesma não faria isso - então, quem sabe seja uma invasão da privacidade à qual ela era tão apegada.

Isso nunca saberemos. O que nos resta é torcer para que nas centenas de fotos que ainda serão reveladas possamos continuar enxergando o mundo através da ótica peculiar dessa mulher.

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terça-feira, 19 de julho de 2011

Mercury Prize

 

 

 

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Mercury Prize: conheça os 12 nomeados e vote nos seus favoritos

Vencedor é anunciado a 6 de setembro. PJ Harvey, Elbow, Anna Calvi, Metronomy e James Blake entre nomeados.

A lista de 12 nomeados para o Mercury Prize, uma das distinções mais importantes em Inglaterra, foi hoje conhecida.
James Blake e Anna Calvi, que recentemente estiveram no Optimus Alive'11; PJ Harvey, que este ano lançou o aclamado Let England Shake , e os Elbow, que no passado sábado tocaram no Super Bock Super Rock, são alguns dos possíveis vencedores.
A campeão de vendas Adele encontra-se também no rol dos nomeados. Em 2010, os vencedores foram os londrinos The xx. Conheça aqui os nomeados de 2011 e diga-nos: quem é o seu favorito à vitória no Mercury Prize 2011?


Anna Calvi - Anna Calvi

Elbow - Build A Rocket Boys!

James Blake - James Blake

Katy B - On A Mission

Metronomy - The English Riviera

PJ Harvey - Let England Shake

Tinie Tempah - Disc-Overy

Everything Everything - Man Alive

King Cresote & John Hopkins - Diamond Mine

Adele – 21

 

Ghost Poet - Peanut Butter Blues & Melancholy Jam

Gwilym Simcock - Good Days at Schloss Elmau

domingo, 17 de julho de 2011

 

 

 

sábado, 16 de julho de 2011

MÚSICAS E MÚSICOS ETERNOS

MÚSICAS E MÚSICOS ETERNOS
Hoje resolvi viajar na emoção
Das músicas antigas
Não dos anos oitenta e setenta
Mas dos anos cinqüenta e sessenta
Onde o rock surgiu num frenesi
Guitarra elétrica e o corpo numa dança apressada
Gritava ao mundo sou rebelde
Bill Haley, Chuck Berry, Little Richard
O rei do rock Elvis Presley
Só quem viveu é quem sabe
O quanto foi intenso
Esta década da vida
Chega então com o mesmo ritmo os anos sessenta
Num estalo surge o maior sucesso de todos os tempos
Que fez o mundo inteiro aplaudir
E dançar muito ao som dos “The Beatles”
Anos rebeldes, grandes movimentos pacifistas
E manifestações contra a Guerra do Vietnã
Aconteceu então no meio de tantos gritos
O Festival de Woodstock símbolo deste período
Lá estavam eles; Jimi Hendrix e Janis Joplin
Milhões de jovens comparecem ao concerto,
Que teve como lema “paz e amor”
Como a música fazia parte
Cantar era também a forma de contestar
A guerra que o mundo teimava em ativar
Os jovens tinham seus ídolos
Que se consagraram para o mundo
De The Rolling Stones, Pink Floyd, The Doors. Bob Dylan
A tantos outros que brilhavam e encantavam seus fãs
Assim a música surgiu em minha vida
Para mim a época que mais talentos musicais tivemos
De uma forma tão marcante que se eternizaram
Sempre serão ouvidos e idolatrados
Em todas as épocas e idades
Nesses anos dourados eu menina
Ficava entusiasmada
Ouvindo a repercussão de todo aquele movimento
E já ensaiava um rock ainda calçando 33
Com o som do meu irmão nas alturas
Mas no nosso Brasil surgia Celi campelo
A primeira roqueira do País
Cantando “Banho de Lua e Estúpido Cupido”
E justamente nesse mês de julho
O mundo comemorou no dia treze
O Dia Mundial do Rock
Minha gratidão
A todos esses fantásticos músicos
Que fizeram o mundo mais belo
As emoções mais afloradas
E que jamais passarão
Glorinha Gaivota – GG
Inverno -16/07/2011
se quiserem ouvir:
http://www.tropicalglen.com/

segunda-feira, 11 de julho de 2011