domingo, 31 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Tributo á minha amiga Carol
Boa noite!
"Um sonho começa a ser realidade quando
homens e mulheres sonham juntos,
olham para além das limitações
e ousam caminhar caminhos novos,
às vezes pedregosos,
às vezes escorregadios,
sempre desafiantes.
Não obstante, nenhuma dificuldade,
nenhum obstáculo é mais angustiante
do que se caminhar solitário...
sem mãos que se tocam,
sem ombros que se apóiam,
sem olhos que se olham..."
Te adoro, bjs.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Uma simples árvore morta
Um olhar foi suficiente para que o fotógrafo inglês Kevin Day ficasse intrigado. Uma simples árvore morta o provocou e inspirou espiritualmente. Ele não sabe explicar o motivo de ter sentido fascinação pela árvore, no entanto, acredito que tal sentimento é justamente aquele que abriga o prazer de se apreciar o belo. E Kevin Day, visivelmente, tem uma ideia particular acerca deste conceito. Para o fotógrafo, o belo é uma antiga árvore, uma amiga – como ele mesmo a chama – localizada na pequena aldeia de Middlegreen, em Slough – uma cidade do Condado de Berkshire, no sul da Inglaterra.
O que para alguns é insignificante, para outros é a manifestação do belo. Kevin se apropriou do belo, neste trabalho, das duas formas que a filosofia tem vindo a explorar ao longo dos tempos: o belo clássico, como idéia pré-estabelecida de estética, uma visão racional que identifica simetria, harmonia e equilíbrio - idéia universal e imutável; e o belo subjetivo, romântico, da experiência particular de cada um, como manifestação que desperta prazer no observador, independente de pressupostos de beleza - relativo, variável.
Kevin observa a árvore com tanta paixão que tratou de fotografá-la por diversos ângulos e por muito tempo. Acompanhou as mudanças naturais de todos os elementos da cena. E a cena onde a árvore se encontra é um exemplo do conceito bifurcado do belo. Nela, existe a beleza objetiva e subjetiva. A beleza estética está no enquadramento natural de um ambiente selvagem e vivo. Uma beleza exposta no tamanho da árvore seca, que protagoniza uma imagem campestre e decora a margem de um rio que passa por ali, ora transbordante, ora minguado. A árvore também adquire um aspecto misterioso em meio à névoa sazonal. No nascer e pôr do sol, a sua sombra torna-se muito imponente, com seus galhos graúdos. A vegetação ao redor possui uma coloração rústica e, por causa da luz do sol ou da lua, deixa-a com um clima, muitas vezes, poético – eis a beleza subjetiva, aquela que apela às paixões.
Em cada foto, Kevin faz transparecer uma sensação diferente. Há fotografias que evocam temas como solidão, morte, decadência, honestidade, dor, insignificância, beleza, mistério, entre outras.
Ao observar o ensaio, a primeira impressão é de que são fotos de lugares variados, tamanha a diferença da paisagem de tempos em tempos. As fotografias de Kevin transformam aquela simples árvore seca em um quadro em branco que ostenta somente aquela árvore a esperar que o tempo, o clima e a visão apaixonada do artista se encarreguem de complementar e enriquecer a pintura.
Mas mesmo que sugira e explore várias interpretações, o belo não pode ser definido. Ele é apenas uma palavra inventada para quando o homem não sabe expressar seu prazer por mais nenhuma outra.
domingo, 17 de outubro de 2010
ASAS
Asas
Gosto de ver
Os pássaros a voar
Voam , voam
E depois vão-se embora
Fico aqui sozinho
E a noite ainda demora
Ficou o céu vazio
Tão vazio como eu
E azul como aquele rio
E não são só os pássaros
A deixarem-me sozinho
Os sons harmoniosos
De pequenas e únicas sinfonias
Para os meus ouvidos curiosos
Levanto-me lentamente
E sigo o meu caminho
Os pássaros voltam
Não têm mais para onde ir
by Jorge Pereira
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Nobel da Literatura 2010
O início
Nascido em uma família de classe média, único filho de Ernesto Vargas Maldonado e Dora Llosa Ureta, seus pais separaram-se após cinco meses de casamento. Com isto o menino não conheceu o pai até os dez anos de idade. Sua primeira infância foi em Cochabamba, na Bolívia, mas no período do governo José Luis Bustamante y Rivero, seu avô obtém um importante cargo político no governo, em Piura, no norte do Peru, e sua mãe retorna ao Peru, para viver naquela cidade.
Em 1946 muda-se para Lima e então conhece seu pai. Os pais reconciliam-se e, durante sua adolescência, a família continuará vivendo ali.
Ao completar 14 anos, ingressa, por vontade paterna, no Colégio Militar Leôncio Prado, em La Perla, como aluno interno, ali permanecendo por dois anos. Essa experiência será o tema do seu primeiro livro - La ciudad y los perros ("A cidade e os cachorros", em tradução livre), publicado no Brasil como "Batismo de Fogo" e, posteriormente, como A cidade e os cachorros[1].
Em 1953 é admitido na tradicional Universidad Nacional Mayor de San Marcos, em Lima, a mais antiga da América. Ali estudou Letras e Direito, contra a vontade de seu pai.
Aos 19 anos, casa-se com Julia Urquidi, cunhada de sua mãe, e passa a ter vários empregos para sobreviver: atua como redator mas também fichando livros e até mesmo revisando nomes em túmulos nos cemitérios.
Em 1958 recebe uma bolsa de estudos "Javier Prado" a vai para a Espanha, onde obtém doutorado em Filosofia e Letras, em 19, na Universidade Complutense de Madri. Após isso vai para a França, onde vive durante alguns anos. Em 1964 divorcia-se de Júlia e em 1965 casa-se com a prima Patrícia Llosa, com quem tem três filhos Álvaro, Gonzalo e Morgana.
Obra
Sua obra critica a hierarquia de castas sociais e raciais, vigente ainda hoje, segundo o escritor, no Peru e na América Latina. Seu principal tema é a luta pela liberdade individual na realidade opressiva do Peru. A princípio, assim como vários outros intelectuais de sua geração, Vargas Llosa sofreu a influência do existencialismo de Jean Paul Sartre.
Muitos dos seus escritos são autobiográficos, como "A cidade e os cachorros" (1963), "A Casa Verde" (1966) e "Tia Júlia e o Escrevinhador"(1977). Por A cidade e os cachorros recebeu o Prêmio Biblioteca Breve da Editora Seix [Barral e o Prêmio da Crítica de 1963. Sua obra seguinte, A Casa Verde mostra a influência de William Faulkner. O romance narra a vida das personagens em um bordel, cujo nome dá título ao livro. Seu terceiro romance, Conversa na Catedral publicado em 4 volumes e que o próprio Vargas Llosa caracterizou como obra completa, narra fases da sociedade peruana sob a ditadura de Odria em 1950.
Há um encontro na Catedral entre dois personagens: o filho de um ministro e um motorista particular. O romance caracteriza-se por uma sofisticada técnica narrativa, alternando a conversa dos dois e cenas do passado. Em 1981 publica A Guerra do Fim do Mundo, sobre a Guerra de Canudos, que dedica ao escritor brasileiro Euclides da Cunha, autor de Os Sertões.
Vida política
Em 1980 começa a ter maiores atividades políticas no país. Em 1983 a pedido do próprio presidente Fernando B. Terry preside comissão que investiga a morte de oito jornalistas. Em 1987 inicia o movimento político liberal contra a desestatização da economia, o que ia de encontro ao presidente Alan García. Em 1990 concorre à presidência do país com a Frente Demócrata (FREDEMO), partido de centro-direita, mas perde a eleição para Alberto Fujimori.
Após isso, retorna a Londres e reinicia suas atividades literárias. Em 2006, em sua mais recente visita ao país, apoia a candidatura de Lourdes Flores, tendo ganhado Alan García. Suas experiências como escritor e candidato presidencial estão expostas na autobiografia "Peixe na Água", publicada em 1991.
Bibliografia
Ficção
- Os Chefes (1959)
- A cidade e os cachorros ("La ciudad y los perros") (1963)
- A casa verde (1966) (Premio Rómulo Gallegos)
- Conversa na catedral (1969)
- Pantaleão e as visitadoras (1973)
- Tia Júlia e o escrevinhador (1977)
- A Guerra do Fim do Mundo (1981)
- Historia de Mayta (1984)
- Quem matou Palomino Molero? (1986)
- O falador (1987)
- Elogio da madrasta (1988)
- Lituma nos Andes (1993). Premio Planeta
- Os cadernos de Dom Rigoberto (1997)
- A festa do bode (2000) - novela sobre a ditadura do general da República Dominicana, Rafael Leónidas Trujillo
- O Paraíso na Outra Esquina (2003) - novela histórica sobre Paul Gauguin y Flora Tristán.
- Travessuras da Menina Má (2006)
Teatro
- A menina de Tacna (1981)
- Kathie e o hipopótamo (1983)
- La Chunga (1986)
- El loco de los balcones (1993)
- Olhos bonitos, quadros feios(1996)
Ensaio
- García Márquez: historia de un deicidio (1971)
- Historia secreta de una novela (1971)
- La orgía perpetua: Flaubert y «Madame Bovary» (1975)
- Contra viento y marea. Volúmen I (1962-1982) (1983)
- Contra viento y marea. Volumen II (1972-1983) (1986)
- La verdad de las mentiras: Ensayos sobre la novela moderna (1990)
- Contra viento y marea. Volumen III (1964-1988) (1990)
- Carta de batalla por Tirant lo Blanc (1991)
- Desafíos a la libertad (1994)
- La utopía arcaica. José María Arguedas y las ficciones del indigenismo (1996)
- Cartas a un novelista (1997)
- El lenguaje de la pasión (2001)
- La tentación de lo imposible (2004) - ensayo
Prêmios e condecorações
Ao longo de sua carreira, Mario Vargas Llosa recebeu inúmeros prêmios e condecorações. Destacamos alguns: o Premio Rómulo Gallegos (1967) e principalmente o Prémio Cervantes (1994). Outros prêmios, a saber, o Prêmio Nacional de Novela do Peru em 1967, por seu romance A Casa Verde, o Prêmio Príncipe das Astúrias de Letras Espanha (1986) e o Prêmio da Paz de Autores da Alemanha, concedido na Feira do Livro de Frankfurt (1997). Em 1993 foi concedido o Prêmio Planeta por seu romance Lituma nos Andes. Uma grande relevância na sua carreira literária Prêmio Biblioteca Breve, que se deu por Batismo de Fogo, em 1963, marca o início de sua brilhante carreira literária internacional. É membro da Academia Peruana de Línguas desde 1977, e da Real Academia Española (RAE) desde 1994. Tem vários doutorados honoris causa por universidades da Europa, América e Ásia; pode-se citar os concedidos pelas universidades de Yale (1994), Universidade de Israel (1998), Harvard (1999), Universidade de Lima (2001), Oxford (2003), Universidade Europeia de Madrid (2005) e Sorbonne (2005). Foi condecorado pelo governo francês com Medalha de honra en 1985. Ganhou o prémio Nobel da literatura 2010